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Previsões para as Olimpíadas de Londres 2012

[UPDATE: RESULTADOS FINAIS ENTRE COLCHETES ABAIXO]

Um estudo de economia desenvolveu uma fórmula para prever a quantidade de medalhas de um país nas Olimpíadas. Grosso modo, os economistas  levam em conta a população (quanto mais gente mais chances de aparecer super atletas) o PIB (quanto mais recursos mais investimentos nos esportes), o histórico prévio em Olimpíadas e se o país sedia as Olimpíadas ou não.

previsão para os 15 primeiros países (total de medalhas) é a seguinte: 

Medalhas das Olimpiadas
Medalhas das Olimpíadas
  1. United States 103  [104]
  2. China 94  [87]
  3. Russian Federation 67 [82]
  4. United Kingdom 62 [65]
  5. Australia 42  [Germany 44]
  6. Germany 39 [Japão 38]
  7. France 39 [Austrália 35]
  8. Korea, Rep. 29 [França 34]
  9. Italy 26 [Korea, Rep. 28]
  10. Japan 25 [Italy 28]
  11. Ukraine 23 [Netherlands 20]
  12. Cuba 19 [Ukraine 20]
  13. Spain 18 [Canadá 18]
  14. Canada 18 [Hungary 17]
  15. Brazil 15 [Espanha 17]

[Ao final o Brazil ficou em 16 lugar com 17 medalhas]

Em termos de medalhas de ouro a previsão dá vitória para a China. A previsão para os países que ganharem mais de 10 medalhas é a seguinte:

  1. China 48 [United States 46]
  2. United States 35 [China 38]
  3. United Kingdom 25 [29]
  4. Russian Federation 21 [24]
  5. Germany 15 [Korea, Rep 13]
  6. Australia 12 [Germany 11]
  7. Korea, Rep. 11 [França 11]

Usualmente, os economistas usam as estatísticas e fazem previsões ousadas sem muito fundamento. Isso já foi feito antes com resultados até razoáveis. Ao final das Olimpíadas veremos se as previsões se confirmam e o quanto acertaram.

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ENEM: erros e acertos

O exame nacional de ensino médio (ENEM) teve mais um deslize em 2010. Não bastassem as criticas ideológicas, pedagógicas e politicas, o segundo ano de aplicação do ENEM teve problemas de paginação. A gráfica responsável pelo erro afirmou que apenas 21 mil cadernos amarelos tiveram este problema e explicou, não justificou, que o sigilo exigido dificultou a revisão dos cadernos impressos. Sim, 21 mil é muita gente, mas é pouco em relação a 3,3 milhões.

O caso deve ser investigado, mas o presidente do INEP e o minstro da Educação afirmaram que vão fazer de tudo para não prejudicar os alunos.

No entanto, alguns advogados e pelo menos uma juíza federal querem prejudicar a TODOS os alunos que fizeram a prova: eles pedem cancelamento do exame e usam um argumento abstrato de isonomia para justificarem a ação. Esquecem no entanto outros princípios básicos de justiça: Um erro não justifica outros; O justo não deve pagar pelo pecador.

Alem do mais quem quer a anulação do ENEM não entendeu o formato deste exame, que tem um procedimento estatístico de correção de dificuldades dos itens daquela prova e com isto, as notas relativas das provas de 2010 poderão ser comparadas com outras provas futuras. A nota de um aluno é, em certo sentido, e com uma margem de erro, independe de qual prova o aluno fez. O ENEM usa a metodologia da TRI, teoria de resposta ao item, que se aplica muito bem a provas de múltiplas escolhas com vários itens e com muitos candidatos fazendo cada prova.

Desta forma, é perfeitamente razoável e muito mais justo refazer as provas daqueles que se sentiram prejudicados. O resultado do ENEM é relativo, e assim será dentro de cada prova. Aliás, o ENEM poderia acontecer a cada bimestre, por exemplo. Os alunos poderiam fazer um ENEM e depois fazer outro quando se sentirem mais bem preparados. A nota do aluno vai indicar quanto ele sabe em relação aos outros alunos que fizeram a mesma prova. Considerando uma amostragem razoável e representativa de alunos candidatos em provas distintas, podemos considerar que a nota 657 de uma prova representa essencialmente a mesma coisa que a nota 657 de outra prova.

Estas explicações todas não são suficientes para acalmar um estudante. Temos que lamentar, mas o pior dos mundos seria penalizar 3,3 milhões de alunos por causa de um erro de paginação. A gráfica responsável pode ter comemorado quando ganhou a licitação pública de R$ 65 milhões, mas agora deve estar fazendo as contas para não falir depois disto.

Nos primeiros dias após estes incidentes, a justiça, defensoria pública e a OAB erraram mais do que o INEP. Considero que há condições de acertos ainda para todos. O prego do erro foi cravado. Ele pode ser retirado, mas vai deixar a sua marca. É a vida, cheia de erros e acertos.

UPDATE (16/11/2010): O ministro da Educação usou um argumento interessante para o não cancelamento do ENEM 2010: “.. as 14  edições do ENEM … tiveram algum problema técnico … com uma solução cabível  que não o cancelamento da prova”. O corolário desta afirmação é que, no caso de cancelar o ENEM, a edição substituta vai ter algum erro também, e assim ad infinitum.

Criança só esperança?

O projeto Criança Esperança comemorou neste fim de semana suas bodas de prata com estilo global.

Projeto Criança Esperança - 25 anos
Projeto Criança Esperança - 25 anos

Como diz o cartaz-relatório, em 25 anos, o Criança Esperança desenvolveu cinco mil projetos sociais que atenderam quatro milhões de crianças e adolescentes.

Muito nobre e de apelo indiscutível, mas isto é muito ou é pouco? Uma comparação rápida – os alunos “beneficiados” em escolas públicas no Brasil são da ordem de 50 milhões, todo ano!

Não vi relatórios detalhados dos resultados efetivos na vida destes milhões de “beneficiados” pelo Criança Esperança. Alguns casos de sucesso foram devidamente entrevistados, apareceram em clipes divulgados em horários nobre da TV Globo, mas não encontrei tabelas comparativas.

Não quero ser “estraga-prazer”, mas os números do Criança Esperança não impressionam e os resultados na vida dos jovens beneficiados são questionáveis no seguinte sentido: uma série de fatores aleatórios poderiam reproduzir os sucessos divulgados.

Posso estar errando pelo fato de não ter um relatório preciso de acompanhamento de vida de todos os jovens beneficiados. Aliás, a contabilidade do projeto poderia ser aberta, como forma transparente de gerir os donativos.

Esperar resolver problemas crônicos de educação no país com iniciativas desta classe é ser ingênuo. Não tenho dúvidas que a sociedade (governo ou não) deve oferecer atividades extra classes para complementar a formação das crianças e adolescentes, mas tem sido a educação formal a principal força que diferencia um jovem para a auto-sustentabilidade, a contribuição para a sociedade e a realização pessoal na direção da cidadania plena.

O problema é que a educação no Brasil não é boa, considerando vários medidores internacionais. As escolas públicas regulares estão em situação de desespero. As escolas públicas técnicas e as escolas privadas têm melhores desempenhos, e mesmo assim, nada de muito excepcional.

Por que não uma mobilização ao estilo global pela valorização da escola? Doação para as escolas do bairro, pelas APM? Incentivos financeiros para os professores? Eu sei a resposta para estas perguntas – isto não dá Ibope.

Imagine a seguinte situação fictícia:

O projeto Criança mais que esperança dedicou R$ 8 milhões por ano para garantir que 160 mil estudantes tivessem TODAS as aulas de matemática durante o ano letivo. Para atingir este objetivo, o projeto Criança mais que esperança sorteou Y escolas em situação crítica de professores e pagou o salário de professores preparados para assumirem as aulas de matemática destas escolas.

E isto foi feito por 12 anos. Agora comemoramos os primeiros resultados: 80% dos alunos beneficiados conseguiram posições de trabalho e ou vagas em universidades antes de completarem 19 anos. Em comparação, apenas 30% dos alunos que infelizmente não foram beneficiados obtiveram êxitos similares.

Não seria legal? Acho que sim, mas não dá Ibope.

Fazer apelos com jovens tocando instrumentos, aprendendo alguma atividade artística é fácil. Quero ver meninos e meninas fazendo exercícios de matemática (e acertando), professores satisfeitos por serem entrevistados e valorizados. Infelizmente isto não dá matéria atraente.

E de fato acho que seria chato, mas e se ao lado de cada professor, a Ivete Zangallo cantasse, e se o Zé Zé Di Camargo apresentasse junto com uma sala de aula que aprendeu “regra de três composta”, e se o Lenin fizesse um show ao vivo no pático de uma escola escolhida por algum mérito, e se a Cláudia Leite dançasse com as meninas nota 10 etc acho que ficaria legal. Seria show também.

E valorizaria o que o Brasil precisa: Educação.

Mais luzes das estrelas, menos poluição luminosa

Queremos ver mais estrelas e desperdiçar menos energia elétrica.

Veja o vídeo abaixo com imagens de satélites. [editado por J Richards]. As luzes das cidades estão chegando ao espaço. Pra quê? Além de muitos recursos desperdiçados, as noites das cidades ficam poluídas e não podemos ver as luzes das estrelas.

Reproduzo abaixo o excelente artigo:

O direito à escuridão noturna

Combater a poluição luminosa ― um malefício para a economia, o ambiente e a astrofísica― é mais simples do que se pensa

Augusto Damineli Edição Online – 15/06/2009

© C. Mayhew & R. Simmon (NASA/GSFC), NOAA/ NGDC, DMSP Digital Archive

A poluição luminosa tem sido negligenciada pelo poder público e pelos ambientalistas. Os astrônomos têm lutado contra ela há mais de um século, sem muito sucesso. Ela traz 3 malefícios: desperdício econômico, impacto negativo sobre a fauna noturna e apagamento dos astros. Seu combate é mais simples do que para os outros tipos de poluição.

As fotos de satélites (ao lado) mostram manchas luminosas que definem perfeitamente as zonas urbanas, indicando que parte significativa da luz noturna é lançada acima do horizonte. As avaliações feitas nos Estados Unidos contabilizam que 30%  da iluminação pública é desperdiçada dessa forma, num montante de US$ 2 bilhões anuais. Esse padrão se repete em todo o resto do globo terrestre, resultando em dezenas de bilhões de dólares literalmente jogados ao espaço. Só esse fato mereceria uma racionalização da iluminação pública. Mas existem outras razões importantes: ninguém ganha nada com esse desperdício, o contribuinte paga a conta em dinheiro, o meio ambiente perde muitas vidas e nós perdemos o acesso a incríveis laboratórios de física disponíveis no Universo.

O remédio é simples: iluminar só onde é necessário para movimentação noturna. A luz que escapa na linha do horizonte ou acima dele traz dois problemas. Além de gerar uma conta a ser paga pelo contribuinte, ofusca os transeuntes, diminuindo a visibilidade dos alvos que se queria iluminar. Direcionar a luz para o chão num ângulo adequado permitiria visualizar bem o ambiente com lâmpadas de potência muito menor.  Para a iluminação pública, existe um tipo de luminária desenhada para isso, a full cutoff, que, infelizmente ainda não é usada amplamente. Um tipo muito utilizado traz a lâmpada encapsulada num recipiente de alumínio, coberta por um vidro prismático, que refrata a luz para ângulos muito abertos, de modo que parte da luz atinge a linha do horizonte. Existem formatos muitos piores em que a luz é lançada em todas as direções. Na figura apresentamos os 4 tipos básicos:

Uma boa política de iluminação pública seria parar de instalar luminárias inadequadas, usando sempre as full cutoff, substituir as péssimas e corrigir as ruins. A correção pode ser bastante simples, usando uma cinta de alumínio de 12 centímetros na borda inferior da luminária, como demonstrado pelo astrônomo amador José Carlos Diniz em sua casa de campo num  condomínio em Nova Friburgo (RJ), reposicionando o braço de sustentação da luminára para um ângulo mais próximo da horizontal.

Não é raro ver luminárias com arquitetura correta, mas colocadas em postes muito altos, iluminando a copa das árvores. Um triplo problema: prejudicar os seres que habitam essas árvores, deixar de iluminar os cidadãos que transitam debaixo delas e gerar uma conta que estamos pagando. Algumas lâmpadas emitem um espectro luminoso inadequado, como as de mercúrio, que têm uma linha espectral na faixa violeta quase invisível ao olho humano, mas que atrai fortemente pernilongos e outros insetos.

No caso do céu noturno, há uma contradição: o mesmo progresso que possibilita a detecção de astros cada vez mais fracos ilumina o fundo do céu e impede que eles sejam acessados. Cerca de um quarto da humanidade já não vê mais a Via Láctea. Ela é um patrimônio da humanidade e precisa ser preservada para a posteridade. Em alguns lugares, como no Chile, o astroturismo atrai visitantes de todo o mundo. Além desse país, os Estados Unidos, a Espanha, a Itália e a República Tcheca adotam normas de controle de poluição luminosa. No hemisfério Sul, a Via Láctea é um espetáculo sem igual nas noites de inverno. A rede de pesquisadores e astrônomos amadores que promove o Ano Internacional da Astrofísica 2009 está promovendo maratonas de observação da Via Láctea e avaliação, pela população, do impacto da poluição luminosa. Para conhecer as atividades desse programa, visite o site www.astronomia2009.org.br . Nas férias de julho, as noites sem luar são especialmente favoráveis à observação da Via Láctea, pois muitas crianças vão para locais fora das grandes cidades. Só falta os adultos fazerem seu papel e as convidarem para contemplar esse magnífico espetáculo.

A iluminação irracional causa baixas na fauna noturna. Uma grande parte das espécies se adaptou à escuridão e necessita dela para se alimentar, se acasalar e se movimentar. A claridade produzida pela iluminação de monumentos públicos e plataformas de petróleo desorienta as aves migratórias. Insetos das florestas são atraídos para ambientes urbanos, morrendo aos montes ou se adaptando e passando a se alimentar das pessoas, transmitindo doenças. Nossos próprios antepassados mamíferos eram animais noturnos, no tempo dos dinossauros, usando o manto protetor da escuridão para se proteger dos predadores. A iluminação noturna invade esse ambiente e desaloja seus habitantes de modo análogo à derrubada das florestas.

No ritmo em que a iluminação irracional cresce, em pouco tempo não haverá mais noite escura na Terra. Isso será uma transgressão irreparável ao direito das espécies que se adaptaram à escuridão noturna e dos cidadãos que se dedicam a estudar e a contemplar o céu. Participe das atividades na “Maratona da Via Láctea”, centradas na fase de lua nova, nos meses de junho, julho, agosto e setembro.

Como você vê a Via Láctea na sua cidade?

Para mais informações:

Rede AIA2009
Dark Skies Awareness (IYA2009)
International Dark-Sky Association
Excelentes reportagens  na revista National Geographic
Cerro Tololo Interamerican Observatory
Odilon Simões Corrêa:
Roberto Silvestre
José Carlos Diniz

Davi e Golias na faixa de Gaza

Eu acho que todos os envolvidos neste conflito estão fundamentalmente errados! Uns mais outros menos. E não tem como evitar acusar os fundamentalistas religiosos de ambos os lados como os principais responsáveis.

Lamentável e inevitavelmente, o que vai prevalecer será o poder de fogo e não quem tem mais razão agora.

Para ficar registrado, faço um resumo das informações que coletei e termino com uma crônica.

De acordo com a Folha Online – Mundo – Saiba mais sobre a faixa de Gaza – 07/05/2008.

A faixa de Gaza é um território árido e retangular na ponta sudeste do Mediterrâneo, com cerca de 45 quilômetros de comprimento e 10 quilômetros de largura. O território está limitado, a norte e a leste, por Israel e, ao sul, pela península do Sinai (Egito).

A região é habitada por mais de 3.000 anos. …

O Império Otomano dominou Gaza durante centenas de anos até a primeira Guerra Mundial (1914-1918), quando o território tornou-se dominado pelos britânicos junto com o restante da Palestina. A área ficou sob controle do Egito em 1948, durante a guerra árabe-israelense que conduziu à criação do Estado de Israel.

A população da faixa de Gaza triplicou em 1948, quando absorveu um quarto das centenas de milhares dos refugiados palestinos expulsos das áreas que hoje fazem parte de Israel.

Cerca de 1,5 milhão de palestinos moram em Gaza, ….  A faixa de Gaza tem uma das maiores densidades populacionais e taxa de crescimento demográfico do mundo.

Faixa de Gaza
Faixa de Gaza

Localização: Oriente Médio, banhada pelo mar Mediterrâneo, entre o Egito e Israel.

Área: 360 km quadrados

População: 1,5 milhão (estimativa de julho de 2008 )

Religião: muçulmana (99,3%), cristã (0,7%)

Línguas: árabe, hebraico, inglês

PIB: US$ 5,3 bilhões [inclui a Cisjordânia] (2006)

Renda per capita: US$ 1.100 [inclui a Cisjordânia] (2006)

Fontes: CIA – The World Factbook e Reuters

via Folha Online – Mundo – Saiba mais sobre a faixa de Gaza – 07/05/2008.

O prêmio Nobel em literatura, o português/espanhol José Saramago escreveu uma bela crônica sobre o conflito entre os palestinos e Israel: Das pedras de David aos tanques de Golias parte 1 e parte 2. Ele termina com uma advertência que parece uma profecia:

… Israel ainda terá muito que aprender se não é capaz de compreender as razões que podem levar um ser humano a transformar-se numa bomba.

O comentarista Benny Morris é citado por em Bad Timing com o argumento de que o conflito tem motivações eleitoreiras do momento. Primeiro a transição de poder nos EUA, segundo uma eleição em Israel e terceiro uma eleição na faixa de Gaza.

Triste! Veja mais de 30 fotos do conflito:

Artillery shells explode above Gaza City on January 4, 2008, as seen from the Israeli side of the Israel-Gaza border. (PATRICK BAZ/AFP/Getty Images)
Artillery shells explode above Gaza City on January 4, 2008, as seen from the Israeli side of the Israel-Gaza border. (PATRICK BAZ/AFP/Getty Images)

Boas Intenções Científicas de Obama

O futuro presidente dos EUA escolheu um time de sonhos para os assuntos de ciência. É óbvio que boas intenções são necessárias, mas não suficiente para boas decisões políticas.  Muitas das decisões que tenham argumentos científicos serão difíceis de ser implementadas.

Não é preciso ser vidente para prever complicações nas áreas de ambiente, energia e saúde, por exemplo.

De qualquer forma, é admirável ver a maneira com que tem conduzido a formação de sua equipe. E sua famosa eloqüência continua! Assistam a mensagem de Barak Obama :

O discurso ainda parece de candidato que quer os votos dos indecisos e, em certo sentido, é isto mesmo. Ele já ganhou as eleições, mas agora ele tem que presidir e precisa de votos de confiança da grande maioria dos líderes de opinião e políticos.

Via The end of hope | Cosmic Variance | Discover Magazine.

Pena de Morte para as Cavernas Inúteis?

Clayton Ferreira Lino ©)
Gruta Lago Azul, localizada em Bonito, MS (Imagem: Clayton Ferreira Lino ©)

Há um movimento, por parte de empresários e governo atual, para alterar o Decreto 99.556, de 01/10/1990, que “Dispõe sobre a proteção das cavidades naturais subterrâneas existentes no território nacional, e dá outras providências”. E já tem muita gente contrária a qualquer alteração. Veja por exemplo o manifesto da Sociedade Brasileira de Espeleologia (SBE),
Veja mais informações nas reportagens “Projeto ameaça 70% das grutas do país”, da Folha de S. Paulo, reproduzida na Folha Online (25/10/2008), e “De volta ao tempo das cavernas”, do portal O Eco (17/10/2008), que retomou o assunto uma semana depois com a nota “Contra o decreto cavernoso” (24/10/2008).

O assunto é polêmico pela irreversibiidade de uma destruição de uma caverna. Os argumentos de progresso econômico não podem ser simplesmente descartado. O importante é ter ampla discussão entre os interessados e os oponentes.

E você. Tem alguma opinião a respeito?

Dica do Maurício Tuffani do Laudas Críticas.