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Omega Centauri em detalhe

O telescópio satélite Hubble foi recondicionado e há novas imagens de tirar o fôlego de astrônomos profissionais e amadores. Veja por exemplo a quantidade de detalhes do aglomerado Omega Centauri:

Aglomerado de estrelas Omega Centauri

São estimadas 100 mil estrelas no núcleo relativamente denso deste aglomerado que está a 16 mil anos-luz daqui.

Neste aglomerados vemos estrelas de todas as idades.

  • A estrelas amarelas claras são do tipo do nosso Sol, jovens adultas que queimam hidrogênio.
  • As estrelas amarelas alaranjadas são mais velhas, estão se esfriando.
  • As estrelas vermelhas são mais velhas ainda e são gigantes.
  • As estrelas azuis são mais velhas ainda, mais densas e já queimam hélio.
  • Depois disto, na sequência de idades, vêm as estrelas anãs brancas que já estão acabando até o hélio.

Agora imagine um planeta em torno de uma destas estrelas. Se a distâncias estiverem apropriadas para a vida, podemos invejar as noites neste planeta fictício que teria um céu noturno 100 vezes mais brilhante que as nossas noites pela relativa proximidade e densidade de estrelas vizinhas.

Por outro lado a dinâmica atmosférica em um planeta destes não seria trivial dada a provável variação de radiação estelar que certamente teria impacto no clima. Enfim. Só podemos imaginar e fazer modelos para um cenário destes. E não custa sonhar …

Obrigado Hublle, mais uma vez.

Viagem ao centro da nebulosa da Hélice: Helix Nebula

A nebulosa da Hélice está retratada com maiores detalhes a partir do trabalho de astrônomos associados à ESO (European Organisation for Astronomical Research in the Southern Hemisphere) de imagens obtidas dos telescópios no Chile. As imagens são espetaculares, mas considero mais importante ainda o fato que o entendimento da formação de sistemas planetários se fortalece com este tipo de observação.

Vamos às imagens primeiro e depois comento alguns detalhes. Abaixo uma composição de imagens usando filtros azul, verde e vermelho com exposições de 12, 9 e 7 minutos respectivamente.

NGC 7293
NGC 7293

O brilho azul no centro vem do oxigênio que absorve radiação ultravioleta da estrela central e emite na faixa azul esverdeado (500 + 496 nanometros). Veja o espectro do oxigênio em laboratório. As cores mais avermelhadas vêm do hidrogênio (656 nm) e nitrogênio (650 nm).

Recomendo fortemente a vídeo animação da observação em zoom da nebulosa. Parece uma viagem. Veja a página da ESO os vários formatos e resoluções de vídeos.

A animação abaixo tem pouca resolução mas já dá pra ter uma ideia.

Vídeos do VodPod não estão mais disponíveis.

more about “ESO – Helix Nebula Zoom“, posted with vodpod

A nébula da Hélice (Helix Nebula in english), catalogada como NGC 7293, está a 700 anos luz de nós do sistema solar. Ela está localizada na constelação de aquários, na sua coxa esquerda, e é uma das nebulosas planetárias mais próximas da gente. Não há planetas ainda mas os gases que vemos coloridos nas nébulas são foram produzidos e ejetados por uma estrela que explodia e está em processo de envelhecimento na forma de uma anã branca. A principal camada externa na forma de anel tem uns dois anos-luz de diâmetro. Para colocar em perspectiva, o Sol está a quatro anos-luz da estrela  Alpha Centauri C, também chamada de Proxima Centauri.

Read more at ESO press release

Apreciação pelas nuvens

Pode ser muito frustrante para um astrônomo encarar os céus nublados em uma noite programada para determinada observação. Nestes dias da passagem do Cometa  C/2007 N3 (Lulin) eu tive apenas uma noite boa para observar, mas não era a melhor proximidade do cometa. Nas outras noites teoricamente melhores, eu tive nuvens nos céus.

Ao invés de reclamar, é melhor apreciar, pois as nuvens formam um espetáculo à parte. A física da formação e precipitação das nuvens é muito rica e ainda há muito o que aprender com elas.

Dica do Obvious

Buraco negro, disco e jatos na galáxia Centaurus A

Belíssima a foto processada recentemente:

ESO/WFI
Credit: X-ray: NASA/CXC/CfA/R.Kraft et al.; Submillimeter: MPIfR/ESO/APEX/A.Weiss et al.; Optical: ESO/WFI

A astrônoma Duilia de Mello, mulher das estrelas, nos explica:

Estes buracos negros geralmente têm um jato perpendicular ao disco de matéria que rodeia o buraco negro. Os jatos lançam matéria a distâncias bem elevadas. No caso da Centaurus A tem matéria lançada a mais de 13 mil anos luz de distância da galáxia. Mas se já sabemos tudo isto porque que esta imagem é tão reveladora? O problema é que os jatos, o disco, as estrelas, a poeira, etc. emitem radiação em uma determinada frequência e não são capturados com um único instrumento. Esta imagem combina imagens feitas com o radiotelescópio APEX (cor laranja) no Chile, com o satélite de raio-X Chandra (azul) e com o telescópio de 2,2m do Max-Planck-ESO (outras cores) no Chile.

viaJatos, buracos negros e beldades – BLOG MULHER DAS ESTRELAS – SUPERINTERESSANTE.

De fato Centaurus A ou NGC 5128 é de tirar o fôlego. Veja uma foto:

Centaurus A
Centaurus A

Infelizmente não é visível a olho nu. A galáxia fica relativamente próxima ao nosso Cruzeiro do Sul. Veja a localização relativa nas ilustrações abaixo.  As ilustrações abaixo são feitas para um observador da região de Campinas, em torno da meia noite em Fevereiro.

De qualquer forma, olhar para o céu, sempre é gratificante! Boa observação.

Por que a água sobe enquanto o objeto afunda?

Jato sobe enquanto um objeto afunda
Jato sobe enquanto objeto afunda

Pesquisadores europeus estão em alegria profunda.
Agora eles entendem porque um  jato de água sobe
enquanto um objeto se afunda.

Desculpe-me pela paródia da famosa poesia de banheiro. Não resisti. Mas o assunto é sério. Por mais simples que pareça o fenômeno, ainda não havia explicações convincentes do jato emitido. Veja a foto do jato.

Observem que há muitos elementos em jogo: tensão superficial da água, pressão dinâmica da água, interação do ar com a água etc.

Os pesquisadores investigaram com análise matemática, simulação computacional e experimento real com máquina fotográfica super rápida. O resumo do artigo na Physical Review Letters é o seguinte (tradução livre):

Quando um disco circular atinge uma superfície de água, ela cria uma cratera de impacto que, depois de se colapsar, produz um jato vigoroso. Por causa do impacto uma cavidade de ar axisimétrica se forma e eventualmente se parte em um único ponto na metade da cavidade criada. Dois jatos delgados e rápidos são observados. Um pra cima e outro pra baixo …

Read Why Dropping a Stone Makes a Jet no Focus of Physical Review. Ou o artigo orginal High-Speed Jet Formation after Solid Object Impact na Physical Review Letters.

E veja também duas fotos artísticas de Martin Waugh:

Pingo no i
Pingo no i
gota de água
http://www.liquidsculpture.com

Ganimedes e Júpiter nas lentes do Hubble

Ganimedes é a maior lua do sistema solar.  A imagem abaixo foi obtida pelo Hubble um pouco antes de Ganimedes entrar para o outro lado (escuro) de Júpiter, o maior planeta dos sistema solar. Astrônomos usam estas imagens para estudar a atmosfera superior de Júpiter.

Jupiter e Ganimedes

Provided by STScI, Baltimore, Maryland

Jupiter and Ganymede finder chart

Jupiter and Ganymede NASA, ESA, and E. Karkoschka University of Arizona [View Larger Image]

December 18, 2008

via Astronomy.com – Hubble catches Jupiter’s largest moon going to the dark side.

Shows da Lua, Madonna e dos Radiohead

Veja a seqüência de imagens em que a Lua vai de horizonte a horizonte em 14 dias. As ilustrações, como vistas de Campinas, SP, Brazil sempre 20h30m (horário de verão de Brasília). Abaixo 4 das imagens. Clique em qualquer imagem para ver um slideshow.

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Perceba o caminho da Lua (fora de escala). A cada dia um avanço relativo. A ilustrações mostram o céu em na projeção olho de peixe ou projeção azimutal equidistante. Nesta projeção, algumas linhas retas tornam-se curvas vistas como aconteceria com lentes de cameras de amplo ângulo.

Agora estamos com uma Lua cheia, a maior do ano, pois ele está em sua menor distância da terra, o perigeo e tem o brilho de magnitude aperente -12,4.  Enfim. A Lua nos deu um show em Dezembro de 2008.

Do celeste para mundano, teremos aqui no Brasil os shows da estrela pop Madonna. Eu a considero a rainha do show music business. Ela tem um rock que eu até  gosto de ouvir, mas o que mais impressiona é o visual. Um espetáculo! Eu vou assistir em São Paulo e espero ver algo similar ao que ela fez no Confessions Tour. Veja no YouTube os 6 minutos frenéticos de muitos movimentos, imagens e música.

Outro show que vai valer a pena é do grupo Radiohead que vem ao Brasil. Veja no YouTube o arranjo da música Creep:

Seguindo a idéia de oferecer mais de uma versão, ouça com qualidade de som superior, a mesma música Creep dos Radiohead:

Vídeos do VodPod não estão mais disponíveis.

Aproveite os shows do céu e da terra!