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Felicidades e Sucessos em 2013

Acho que o calendário deveria ser modificado para que o ano começasse no periélio da Terra, que é o ponto da sua órbita que está mais próximo do Sol. Por exemplo,  a Terra estava em seu periélio em 02/jan/2013 às 3h (horário de verão de Brasília). Mas a tradição do ano novo começar em 01 de Janeiro não vai ser modificada tão logo. Assim, estou atrasado mesmo com este texto.

O que podemos dizer de 2013?

2013 é um número ímpar, mas não é primo. 2013 = 3 x 11 x 61. Além disso, 2013 não tem dígitos repetidos (na base 10). O último ano que teve essa característica foi quando a minha filha Tainá nasceu, em 1987. Verifique essa afirmação: o último ano sem dígitos repetidos foi em 1987!

No entanto, se a base para expressar a quantidade 2013 for 13, temos a completa repetição de dígitos, isto é, (2013)10=(bbb)13. bbb aqui não faz referência alguma a um “reality show” popular.

Isto é, para fazer a contagem em base 13 usamos os seguintes dígitos:

0, 1, 2, 3, 4, 5, 6, 7, 8, 9, a, b, c.

Em outras palavras, 2013 pode ser expresso como b unidades, b “trezenas” e b “169 enas”.         É melhor escrever a expressão:

2013 = b + b x 13 + b x 132 = 11 + 11 x 13 + 11 x 132 = 2013

Confere?

Dessa forma, dou-me o direito de repetir meus desejos com BBB:

Bom ano 2013. Boas realizações em 2013. Boa saúde em 2013.

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Feliz MMXI

Ao desejar muito sucesso, felicidade etc para todos, compartilho algumas curiosidades  sobre o ano que vai começar.

2011 é um número primo, e pelo teorema fundamental da aritmética, não é divisível por nada mais exceto por ele mesmo ou pela unidade. De onde desejo que 2011 seja ímpar (literalmente), sem par (poeticamente) e que seja vivido um dia por vez, pois não dá pra dividir de outro jeito!

2011 é um número odioso, que significa que a sua representação binária tem um número ímpar de uns. De fato 2011=(11111011011)2. E provavelmente teremos fatos marcantes que vão provocar sentimentos de raiva, mas devemos encará-los com naturalidade pois não são coisas do mal. Só para contrastar, se a representação binária tiver um número par de uns, ele é chamado de número do mal. Por que? Falta de criatividade dos matemáticos!

2011 vai começar e terminar em um sábado. De acordo com a lei Mosaica, o sábado é para repouso. Assim, imaginamos que 2011 será um ano mais tranquilo que os últimos cinco anos anteriores. O último ano que começou e terminou em sábado foi 2005.

Sabemos que 2011 será:

  • Ano Internacional das Florestas (saber mais… [en])
  • Ano Europeu do Voluntariado (saber mais… [pt][en])
  • Ano Internacional da Química (saber mais …[en])
  • Ano Internacional das Pessoas de Descendência Africana (saber mais… [en])

Podemos nos preparar para as eclipses da Lua em 2011:

Desejo a todos saúde física e mental para aproveitarmos os 365 dias vindouros! Vamos limpar o salão e fazer festa!
Lucas limpa o nariz Gabriel limpou o nariz

Sensibilidades e a bola da copa de 2010: Jabulani

Alguns jogadores da copa de 2010 fizeram comentários contrários à bola Jabulani ao invés de comemorarem a nova pelota. Nem todos criticaram, como era de se esperar por exemplo do Kaká.

Não é de se estranhar que estes jogadores, tão acostumados com a bola de futebol, percebam diferenças sutis no novo modelo da bola oficial da copa, fornecida pela Adidas.

Quais são as características da nova bola que provocaram o seguintes comentários?

  • horrorosa e parece as que são vendidas em supermercado (Júlio César)
  • Essa bola é sobrenatural. A trajetória que ela faz é estranha, ela sai de você, parece que não gosta que alguém chute. Parece que tem alguém guiando, porque quando você vai chutar ou cabecear, ela muda a trajetória – (Luís Fabiano)
  • Essa de agora é igual a “Patricinha”, que não quer ser chutada de jeito nenhum – (Felipe Mello)

O peso e o tamanho da bola são os mesmos fixados pela FIFA há muitas copas.

A principal novidade é muito sutil. Esta bola foi projetada para ser mais redonda que os modelos anteriores.

Uma esfera de raio 10,98 cm é uma abstração matemática. Produzir uma bola com a mesma curvatura em todos os pontos da superfície, não é trivial. Veja o vídeo ao final deste comentário.

A bola oficial para a copa de 2006 usava 14 painéis para o revestimento mais externo. Esta bola de 2010 usa apenas 8 painéis. Cada painel tem contornos curvos que são desenhadas para ter a menor distorção possível.

Para fazer comparações, a bola oficial de outros campeonatos tem 32 painéis externos: 12 pentágonos, 20 hexágonos, costurados nas 90 arestas, e 60 nós (ou vértices). É um icosaedro truncado. Todas estas costuras, arestas e nós são “suavizados” com o enchimento da bola, mas é claro não produz uma superfície esférica perfeita.

Assim, o novo modelo com painéis curvos introduziu um ajuste melhor para a produção de uma bola mais esférica. Isto já tinha sido feito em 2006. A novidade desta bola de 2010 é que a Adidas reduziu o número de painéis, que implica menor quantidade de emendas e nós.

A bola Jabulani
Os painéis da bola Jabulani

Outra novidade, ainda na parte externa, é a presença de sulcos que podem produzir alguns efeitos importantes para o jogo de futebol:

  • Diminuir a turbulência durante os “vôos” e  aerodinâmicos. Ao orientar parcialmente o vento em cada painel, o fluxo é um pouco mais laminar em média. Este efeito deve ser percebido, pra quem está MUITO acostumado com as bolas anteriores, em bolas chutadas com muita velocidade e pouca rotação. Menor turbulência usualmente implica maior velocidade, no entanto a direção da bola pode oscilar por causa de um fluxo laminar em um painel e turbulento em outro, mas em média, ela é mais estável. Este efeito do fluxo laminar “puxar” a bola para um lado pode ser reproduzida na torneira de casa com um balão.
  • Diminuir a aderência em gramados molhados, como os sulcos em pneus que permitem melhor vazão da água. Este efeito seria sentido em jogos com chuva,  bastante prováveis na época da copa na África do Sul, especialmente na capital.
  • Diminuir as chances de aquaplanagem, novamente como nos pneus. Este efeito não deve ser sentido nos gramados novos dos estádios da copa, pois a drenagem dos campos deve ser suficiente para evitar acúmulo de água.

O material interno da bola não parece ser novidade. Pesquisei que a bola é resultado de materiais dos países emergentes:

Materials / pre-products:

* Thermoplastic polyurethane-elastomer (TPU) TPU 0.3 mm: Manufactured in Taiwan
* Latex bladder: Manufactured in India
* Ethylene vinyl acetate (EVA) EVA 3.5 mm: Manufactured in China
* Isotropic polyester/cotton fabric: Manufactured in China
* Glue: Manufactured in China
* Ink (11 colours): Manufactured in China

Eu não saberia avaliar o quanto esta bola curvaria sob o efeito “folha seca” ou tecnicamente, o efeito Magnus.  Além disto, quando uma bola é chutada, ela se deforma e oscila em modos característicos até voltar à sua forma esférica. Os oscilações ocorrem em frações de segundos, mas quando a bola está em vôo, estas deformações da superfície da bola vão alterar a sua aerodinâmica. Um goleiro experiente conhece as traições de uma bola com estes efeitos.

Apesar de toda a tecnologia da nova bola, reconhecemos a semelhança com sólido de Arquimedes, o tetraedro truncado, que tem exatamente oito faces planas regulares: quatro hexágono e quatro triângulos.

Planificação de um tetraedro truncado
Planificação de um tetraedro truncado
Tetraedro truncado
Tetraedro truncado. É um sólido de Arquimedes com oito faces.

Veja o vídeo da produção da bola Jabulani:

Dica de: Querido Leitor » Jabulani: a polêmica bola da copa.

UPDATE: A revista VEJA fez um infográfico que resume algumas propriedades da Jabulani.

Nostalgia por um passado inventado

O Médico Amy Tuteur, MD do Science and Medicine argumenta (Science-Based Medicine » Longing for a past that never existed) que a falta de conhecimentos históricos de como era a vida no passado faz com que muitas pessoas supervalorizem uma vida dita mais natural, com alimentos orgânicos, sem pesticidas, mais atividades físicas, sendo que as eventuais doenças que apareciam eram rapidamente tratadas pela sabedoria popular com remédios e tratamentos “naturais”.

De fato, antes das vacinações, dos agrotóxicos e dos avanços da medicina do século XX, a mortalidade infantil era altíssima, a fome ou subnutrição eram muito mais comuns do que (ainda) vemos hoje, a morte da mãe durante ou logo após o parto acontecia com freqüência bem maior do que atualmente, e muita gente morria de causas não conhecidas (“de repente”, doença de homem, caroço em algum orgão, etc).

Não há dúvidas que conhecemos mais doenças atualmente por conta de mais diagnósticos e porque algumas dessas doenças são característica da velhice que não se atingia no passado.

O argumento é consistente estatisticamente, na média. Podemos sempre citar alguém que viveu 110 anos sem os tratamentos modernos, mas é uma exceção ou outra.

Todos almejamos longa vida e de qualidade. E para isto, a ciência moderna tem feito grandes avanços.  Retroceder é uma atitude religiosa sem fundamento.

Nesta mesma linha, recebi, já várias vezes, mensagens com o seguinte argumento nostálgico:

“Os carros do meu pai não tinham cintos de segurança, as bicicletas não tinham nenhum tipo de proteção. Nós carregávamos sempre amigos no cano. Nossos pais nem sabiam onde estávamos, pois não existiam celulares. Ninguém morreu por causa de vermes, tomávamos remédios sem prazo de validade e sobrevivemos”

A realidade é que os hospitais e cemitérios recebem muita gente que andam de bicicletas sem proteção, andam de carro sem cinto de segurança, morrem de vermes ou de remédios vencidos etc. Mas alguns (muitos até) não tiveram acidentes, mas não podemos generalizar e, por mais que não gostemos individualmente, em média, várias destas medidas restritivas salvaram muitas vidas ou evitaram deficiências graves por acidentes. O passado de alegrias era particular, não geral, e algumas memórias desagradáveis foram apagadas (memória seletiva que a psicologia bem entende).

A arte da ciência: criando um futuro melhor

Introdução

O título deste post foi o tema da Conferência de 2009 da ASTC (Associação de Centros de Tectnologia e Ciências) na qual tive a oportunidade de participar.

A ASTC 2009 aconteceu em Fort Worth, terra onde o velho Oeste começou. Este é o lema da cidade que é bem valorizado.

Mercado de troca e venda de gado em Fort Worth
Mercado de troca e venda de gado em Fort Worth

Todos os dias há uma parada de gado “longhorn” e de cowboys no Live Stock District:

Parada de gado longhorn em Fort Worth
Parada de gado longhorn em Fort Worth

O interessante da cidade, que tem um centro muito bonito e empresarial, é que a tradição dos Cowboys convive com outras formas culturais e não por acaso a cidade abriga muitos museus interessantes e agora está inaugurando um enorme museu de ciências.

Impressões genéricas

Capitalismo americano

Todos falam da crise econômica, mas o que me chamou a atenção foi um anúncio na TV (nem lembro do que era). “Nesta crise, aproveite a oportunidade para renegociar TUDO”.

Nos aeroportos, alguns empresários perceberam que há uma demanda enorme por acesso à internet wireless. São aqueles viciados em e-mail que não podem ficar muito tempo sem conexão. Se há procura, há oferta a um preço que eles avaliam alguém vai pagar. Até aí não há diferença dos aeroportos no Brasil recentemente. O que chamou a atenção é que a competição por “escolher” um determinado aeroporto também existe. Assim, a internet é livre no aeroporto de Orlando, que precisa atrair mais viajantes do que em Dallas, por exemplo.

Tempo é dinheiro, e isto é levado a sério pelos americanos. Eu reservei o hotel com bastante antecedência e tive um preço e qualidade melhores do que um colega que teve que escolher o hotel na semana antecedente ao evento.

Apesar de toda a crise, a riqueza acumulada neste país é muito grande. Basta ver o tamanho e movimento nos aeroportos.

Urbanismo americano

Na maior parte das cidades americanas, a ocupação urbana é de baixa densidade. Isto implica tudo muito espalhado e longuíssimas distâncias conectadas por rodovias enormes com muitas faixas etc. Em resumo, é quase impossível não ter carro próprio para se deslocar de um lugar para o outro. O trânsito é muito ordenado, sob vigilância onipresente de policiais.

Regras pra tudo

Gostando ou não, há regras bem estabelecidas que prevêem quase tudo. Por exemplo, no centro de Fort Worth havia um show de música texana popular, um rock caipira (coutry rock). Começou logo após o almoço. O local foi cercado (cerca baixa), e fica então permitido o consumo de álcool (para maiores de 21 anos) mas apenas no interior do cercado. Veja a foto:

show de regras
Concerto de country music in Fort Worth

De costas vemos alguns policiais que não pensam duas vezes antes de expulsar alguém que esteja ficando inconveniente. Eu vi uma cena assim: Quatro policiais enormes colocando, gentilmente, um sujeito pra fora. Para entrar no cercado US 25 e nem pensar em saltar só porque é baixo. Se quiser assistir ao concerto, do lado de fora, não há problema.

Placa de piscina em Fort Worth
Placa com proibições em piscina estética em Fort Worth

A cidade tem um jardim com cascatas artificiais e espelhos d´água. Veja a placa de uma piscina:

Na parte de baixo dá pra ver cinco símbolos de proibições.

A conferência

A feira de fornecedores

Na sexta-feira um grande saguão foi usado para stands de empresas que de alguma forma fornecem produtos ou serviços para os museus de ciência. Impressionante. Eles são muito profissionais e fazem excelente propaganda de tudo. Eu tenho mais de 70 folders ou cartões. O problema é que eles cobram caro para os nossos padrões brasileiros, mas algumas coisas valem a pena.

O uso de alta tecnologia pra imagens talvez teve a maior quantidade de oferta e variedades. Nesta categoria coloco o globo digitalizado, que o nosso Museu Exploratório de Ciências – Unicamp vai comprar, veja do que ele é capaz:

Global ImaginationO globo é uma tela esperta que projeta o que o software indicar. Novas aplicações vão se juntar às existentes que lidam com geografia, mudanças climáticas e astronomia.

Eu também achei interessante e acessível para o nosso Museu Exploratório de Ciências – Unicamp o wentzcope, que é um microscópio que os visitantes podem facilmente usar, manipular e trocar de lâminas.

Wentzscpope
O nome do aparelho é homenagem óbvia ao inventor, Budd Wentz, com que conversei um pouco.

Outra atração em várias versões foi a dos planetários. Por vários motivos eu gostei da proposta da e-planetarium.

planetarium portátil

Há outros itens interessantes que oportunamente vamos estudar a viabilidade de termos na Unicamp.

O centro de convenções

O local das atividades foi o centro de convenções de Fort Worth, no centro da cidade. É enorme, aliás, o Texas tem mania de grandeza.

Centro de convenções de Fort Worth
Centro de convenções de Fort Worth

Nos ambientes de maior público (havia uns 1500 participantes), telões de alta definição mostram a imagem dos palestrantes ou do palco. Tudo high tech.

As palestras e workshops

Havia muitos eventos em paralelo. Eu tentei acompanhar ou assistir aqueles que tinham alguma chance de ser úteis para o nosso caso.

As apresentações foram, em sua maioria, apresentação de casos particulares. Um tema recorrente foi a da sustentabilidade. E neste sentido, o pragmatismo do capitalismo americano vem à tona na forma de uma empresa, de um negócio que tem que ser auto-sustentável e de preferência dê lucro para novos investimentos.

Outro tema recorrente foi a do envolvimento com a comunidade local e, a grande maioria dos centros e museus de ciências oferecem atividades de ensino não formal, após a escola ou durante as férias escolares.

Finalmente, o tema da arte, que foi o título, de fato apareceu em várias sessões. A idéia de misturar arte com a divulgação científica, na forma de pintura, teatro, fotografia e cinema.

Uma atividade que achei interessante, usa os recursos de câmaras digitais para fazer animações. Em poucos passos um grupo de crianças, adolescentes ou adultos pode fazer um filme com algum enredo. Em alguns casos a proposta foi de enredos livres, mas pode-se propor enredos de cunho informativo e científico.

Por razões didáticas, a escolha do MonkeyJam foi a que mais agradou-me. É um programa gratuito, mas há outros similares, como o Cyberlink. A moral da história é que a interação dos visitantes com esta atividade é garantida. Este tipo de atividade pode ser implementada nas férias, por exemplo.

Algumas apresentações envolviam dinâmica de grupo, o que é bom pra não ficar com muito falatório, mas eu não podia facilmente estar em muitos grupos ao mesmo tempo, que era o meu objetivo, a saber, absorver o máximo de ideia para processar enquanto volto ao Brasil.

Foi a minha primeira participação neste tipo de evento e confesso ter estranhado o caráter empresarial e comercial. Em uma palestra, uma senhora com estilo de animadora de vendedores falava de como conseguir recursos com os membros, visitantes etc. A palestra tinha o estilo de auto-ajuda. Eu saí quando ela falou:

Nós temos dois ouvidos e apenas uma boca para ouvirmos o dobro do que falamos

E com esta pérola ela queria ensinar aos executivos de museus que deveriam ouvir mais os visitantes, os funcionários etc do que falar e dar ordens. Ah se o mundo tivesse essa simplicidade linear! Muito senso comum pro meu gosto. Saí e fui pra outra sala.

Finalmente, uma sessão que prometia ser boa era a das experiências dos centros e museus de ciências que foram construídos ou reformados recentemente. Os apresentadores falariam o que repetiriam e o que não fariam novamente.

De fato foi interessante, mas as configurações são tão diferentes da nossa, que pouca coisa foi acrescentada. Todos eles reclamaram da interação dos empreiteiros e fornecedores com os objetivos, prazos e propósitos da divulgação científica, algo que já sabemos que é complicado mesmo, e que não tem solução global.

Conclusão

A conferência da ASTC 2009 foi interessante principalmente pelos contatos e possibilidades de interação internacional que percebemos serem possíveis. Em termos de conteúdo ficou a desejar, mas eu não saberia o que deveria melhorar.

Do ponto de vista de visita (turismo), conhecer Fort Worth foi muito interessante, especialmente visitar o novo museu de ciências e o museu Kimbell de artes, que tem um quadro de Michelangelo quando ele era adolescente.

O problema é que depois de tanta informação, fiquei de cabeça cheia.

Samuel de cabeça cheia
Samuel de cabeça cheia

Por que a crença em alienígenas?

O artigo “Por que a crença em alienígenas?” publicado na revista on-line ComCiência resume parte da dissertação de Mestrado de Rodolpho dos Santos que apresenta várias razões para as crenças populares em discos voadores ou OVNIs. Muito bom.

O artigo finaliza com uma forte recomendação, feita originalmente pelo do astrônomo Steven Dick à comunidade científica, sobre a importância de esclarecer o público leigo em geral sobre os fenômenos astronômicos ou atmosféricos e sobre o rigor do método científico.

Quem dera  tivéssemos mais redatores, escritores, roteiristas e diretores com mais conteúdos e menos crenças.

Imagem de filme famoso que trata de extra-terrestre
Imagem de filme famoso que trata de extra-terrestre

Uma beleza matemática nos corais e crochets

Hyperbolic Crochet Reef
Hyperbolic Crochet Reef

Se você gosta de arte (crochet) ou matemática (geometria hiperbólica) ou biologia marítima (corais) vai apreciar a apresentação da Dr. Margaret Wertheim logo abaixo. O vídeo de 16 minutos, em inglês mas com excelente dicção.

Margaret Wertheim on the beautiful math of coral | Video on TED.com.