Viagem ao centro da nebulosa da Hélice: Helix Nebula

A nebulosa da Hélice está retratada com maiores detalhes a partir do trabalho de astrônomos associados à ESO (European Organisation for Astronomical Research in the Southern Hemisphere) de imagens obtidas dos telescópios no Chile. As imagens são espetaculares, mas considero mais importante ainda o fato que o entendimento da formação de sistemas planetários se fortalece com este tipo de observação.

Vamos às imagens primeiro e depois comento alguns detalhes. Abaixo uma composição de imagens usando filtros azul, verde e vermelho com exposições de 12, 9 e 7 minutos respectivamente.

NGC 7293
NGC 7293

O brilho azul no centro vem do oxigênio que absorve radiação ultravioleta da estrela central e emite na faixa azul esverdeado (500 + 496 nanometros). Veja o espectro do oxigênio em laboratório. As cores mais avermelhadas vêm do hidrogênio (656 nm) e nitrogênio (650 nm).

Recomendo fortemente a vídeo animação da observação em zoom da nebulosa. Parece uma viagem. Veja a página da ESO os vários formatos e resoluções de vídeos.

A animação abaixo tem pouca resolução mas já dá pra ter uma ideia.

Vídeos do VodPod não estão mais disponíveis.

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A nébula da Hélice (Helix Nebula in english), catalogada como NGC 7293, está a 700 anos luz de nós do sistema solar. Ela está localizada na constelação de aquários, na sua coxa esquerda, e é uma das nebulosas planetárias mais próximas da gente. Não há planetas ainda mas os gases que vemos coloridos nas nébulas são foram produzidos e ejetados por uma estrela que explodia e está em processo de envelhecimento na forma de uma anã branca. A principal camada externa na forma de anel tem uns dois anos-luz de diâmetro. Para colocar em perspectiva, o Sol está a quatro anos-luz da estrela  Alpha Centauri C, também chamada de Proxima Centauri.

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3 opiniões sobre “Viagem ao centro da nebulosa da Hélice: Helix Nebula”

  1. A matéria é ótima. Apenas algumas observações ortográficas, para que certas incorreções não virem vícios entre estudantes: 1) “ultravioleta” escreve-se sem separação, pois é uma só palavra; 2) a unidade do S.I. que representa a bilionésima parte do metro deve-se ser escrita e falada nanometro [mé], e não nanômetro, à semelhança do que ocorre com micrometro [mé] – a milionésima parte do metro –, ao contrário de micrômetro, que é o nome de um instrumento de medição de objetos muito pequenos.

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