Fascinação: O teu corpo é luz, sedução …

Aneis em torno da LuaFascinação

Os sonhos mais lindos sonhei
De quimeras mil um castelo ergui
E no teu olhar
Tonto de emoção
Com sofreguidão
Mil venturas previ
O teu corpo é luz, sedução
Poema divino cheio de esplendor
Teu sorriso prende, inebria, entontece
És fascinação, amor

F. D. Marchetti e M. de Feraudy

Imagine uma Lua destas com este belo fenômeno atmosférico dos anéis coloridos, esta singela poesia Fascinação e uma das versões musicais abaixo:
Com a voz de Elis Regina

Ou com a Sandy

Ou com a Nadia Oliveira.

Ou o instrumental Fascinação ao violão com Neila Vieira.

À Eliane, Feliz dia dos Namorados!

2 opiniões sobre “Fascinação: O teu corpo é luz, sedução …”

  1. ‘Estar apaixonado é um estado’, dizia Denis de Rougement; ‘amar um ato’. O casal, quando o amor sobrevive à coabitação, quando nela cresce, permite que passemos desse estado (o amor-paixão: aquele que sofremos) para esse ato (o amor-ação: aquele que fazemos, cultivamos, assumimos). É preciso ser bem jovem ou bem ignorante para não ver nisso um progresso. Estar apaixonado é sentir falta de alguém: I need you; te quiero… Amar é não sentir falta de nada: é fruir e regozijar-se de uma presença, de uma existência, de um amor.

    Cuidado, contudo, para, entre esses dois pólos, não absolutizar a diferença. Não há nada mais relativo, nada mais flutuante que nossas histórias de amor. Por força de nossa finitude, há sempre uma falta em nós, sempre paixão ou passividade, sempre dependência, sempre uma criancinha que busca um seio ou um amor. E quase sempre bastante força ou alegria para dá-lo, ao menos um pouco.

    André Comte-Sponville em “A vida humana” – Martins Fontes, p.44.

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