ClassMate da Intel para o Ensino. Fundamental!

Gabriel Testa Class Mate da IntelSe eles não gostarem, não adianta. O projeto ambicioso de oferecer um “computador” para cada aluno (UCA) está em fase de testes.

Já existem várias revisões do ClassMate. Por exemplo a de hardware na PCWorld, a de software na br-linux.

Vale a pena verificar as matérias da Folha sobre o aspecto de venda e mercado de computadores de baixo custo. De acordo com a matéria estas iniciativas não são bem sucedidas. Literalmente
Computador de baixo custo “emperra” no varejo.

A proposta da Intel argumenta que não dá para oferecer um dispositivo por menos de uns US$ 300 sob o risco de não ser absorvido pelo público alvo, a saber, alunos do Ensino Básico.

De fato, o exemplar que tive em mãos é um computador completo. Para quem já teve acesso a outros computadores, vai obviamente reclamar da lentidão, da tela e das teclas pequenas. Mas quem já viu adolescente enviando mensagens pelo celular sabe que estas restrições são relativas.

Dois problemas na versão que tive:

  1. O plug-in Flash para navegar em sites com vídeos, como o YouTube, não estava instalado.
  2. Algumas fontes para o Impress (para apresentações) foram chamadas mas não estavam presentes.

Os dois problemas podem ser resolvidos conquanto sejam instalados antes do ClassMate chegar às mãos dos alunos. O apelo visual foi aprovado pelo Gabriel (17 meses) acima. O ClassMate rodou em Linux com KDE.

O ClassMate jamais vai ter o apelo de um Mac (Assista se tiver boa conexão de internet e o plug-in Flash). Mas com ajustes, é possível usar o ClassMate como fundamental ferramenta para o Ensino Básico nestes dias de cultura cibernética. No entanto o preço é muito alto para o Ensino Público. Imagino escolas privadas com este tipo de aparelho para seus alunos com bom impacto na aprendizagem e na socialização virtual.

8 opiniões sobre “ClassMate da Intel para o Ensino. Fundamental!”

  1. Tenho dúvidas que se consiga distribuir computadores portáteis suficientes para ter algum impacto no ensino do país. Mas em pequena escala vejo grandes possibilidades. Não será uma balela em uma escola, diretoria de ensino ou até em alguns municípios.
    As barreiras tecnológicas estão diminuindo, a cultura cibernética está se alastrando.
    Para comparar, hoje, 90% dos lares brasileiros têm pelo menos um telefone móvel, o celular. Por que não seria possível um computador móvel (um palmtop) para cada aluno?

  2. Não falava da impossibilidade de distribuição dos pc´s, falava da doce ilusão de se achar que isso vai mudar o nosso panorama educacional, por isso coloquei no comentário um elo para o texto L.I.V.R.O, que é o instrumento do único meio de mudança, a leitura.
    pc´s só serão mais um meio e dispersão, assim como é o celular nas mãos de adolescentes e até de crianças.
    A cultura (incultura) cibernética está realmente se alastrando, vejo quase todo mundo hoje um telefone móvel (eu por sinal não tenho e nem quero ter), sim, mas o que isso tem de bom? Absolutamente nada, na verdade só trás prejuízos econômicos para os usuários, e quem sabe até de saúde.

  3. Concordo. PCs somente não são suficientes. E leitura é fundamental! Mas não creio que um destes dispositivos não possam ser utilizados no ensino.
    É bem verdade que a história de outras intervenções tecnológicas no ensino não são animadoras. Recordo o “potencial educativo da TV” em sala de aula. Mesmo com alguns exemplos de programas ou aulas gravadas interessantes o impacto da TV no ensino em grande escala é virtualmente nulo.
    Uma diferença que vejo neste projeto UCA é a mobilidade e a interatividade dos palmtops. Assim, não sou tão pessimista. Mas não creio em milagres …

  4. Ao acompanhar a discussão anterior dos colegas, acredito tenham eles esquecido de um elemento fundamental para que qualquer instrumento, por mais “antigo” e “comum” que seja, como os livros, possa causar o esperado efeito de uma educação de qualidade: o professor. Nada em educação vai adiante, por mais inovador que seja, sem o professor e, acredito, esteja aí a chave para o sucesso: capacitação profissional. O que vem acontecendo ao longo do tempo foi um verdadeiro “abalo sísmico” nas estruturas de formação de professores. Um professor que não possui acesso à tecnologia, como poderá estimular e/ou orientar seus alunos para um uso crítico e criativo dela. É crucial lembrar que, quem sempre será fundamental para direcionar quaisquer mudanças educativas será, sem dúvida nenhuma, o professor.

  5. Mônica, sou defensor da capacitação dos professores. Mas vou fazer um contra-ponto. Se uma criança com algum incentivo ou tendência a aprender, tiver bons livros, acesso a informações, etc ela pode aprender bastante sozinha. Este é o caso extremo do auto didatismo. O outro extremo seria o discípulo que aprende tudo pelo que o guru disser. Em termos de informática, não tenho dúvidas que no momento atual, as crianças vão aprender mais rápico, ou já estarão sabendo, mais que os professores, em média.
    O papel do professor é muito maior do que o de um instrutor de termos ou modos de dominar um dispositivo. Mas se ele não estiver por perto, talvez, talvez!, um laptop com aplicativos educacionas e acesso à internet pode ensinar algumas crianças muitas coisas. Esta é uma das idéias destes projetos tipo UCA, um computador por aluno.
    Eu tenho sugerido começar com o UCP, um computador por professor, mas a tendência por grandes projetos é mais forte. Vamos ver até que ponto o governo federal consegue tocar o UCA.

  6. O prof. Setzer do IME-USP levanta vários pontos controversos do projeto de um laptop por criança, mas adota uma posição reacionária e generalista que não condiz com um método científico. Por exemplo: “computadores prejudicam a educação”, “o uso do computador degrada o ser humano”.
    Acho que o nome do projeto não é muito fiel. Não é um laptop, muito menos um computador como entendemos. É um hardware intermediário com características de laptop e de um celular.

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